abril 16, 2020

Isolamento social e valores pessoais

O isolamento social necessário para reduzir a velocidade de propagação do Coronavírus, tem nos levado a muitas mudanças, e NADA será como antes da Pandemia. Estamos constantemente em mutação e sujeitos à seleção natural. Nossa perspectiva sobre o mundo, nossas vulnerabilidades, relacionamentos e necessidades mudaram completamente. Você mudou, ainda que não se dê conta disso por completo.

Como seres humanos, costumamos ficar presos muitas vezes em pensamentos de curto prazo e procurar soluções externas para os desafios que enfrentamos, mas não precisamos nos contentar com essa limitação. Existem muitas maneiras de cultivarmos escolhas e prioridades de longo prazo que podem ser benéficas para nós hoje e para as que se seguirão.

Somos ótimos em procrastinar, inventar desculpas, nos tornarmos realmente excelentes em coisas fátuas, enquanto deixamos o que realmente importa para nós murchar e morrer. E faz sentido de uma maneira distorcida, porque ter pessoas, atividades, qualidades que são valorosas para nós é assustador, porque também significa que podemos perdê-las ou sermos prejudicados por elas.

Então, preenchemos nosso tempo, usamos as fatias do tempo para coisas menos estressantes, pois para avançar para o que importa, também avançamos para um lugar de vulnerabilidade, um local com uma potencial possibilidade de se machucar. Ficamos tão envolvidos com “tenho” ou “devo” que, francamente, não temos ideia do que é importante para nós. É por isso que é essencial dedicar tempo para descobrir quem e o que é importante para você. Não podemos chegar a um destino se não sabemos para onde queremos ir.

Portanto, fica a reflexão: O que você aprendeu sobre você, sobre seus anseios, medos, desejos durante esse período de distanciamento social e quarentena? Qual a pequena alteração que você fez e pode fazer em sua agenda para avançar na direção de algo que importa? Como você pode se lembrar de fazer esse comportamento? Como você rastreará suas mudanças?  

 

Esse é um texto informativo e não tem o objetivo de esgotar o assunto ou substituir consulta com um profissional especializado. Caso você se identifique com o texto, sugiro procurar a ajuda de um profissional que tenha conhecimentos teóricos e experiência prática na área.

Texto de autoria da Psicóloga e Professora Priscila Rolim.

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