setembro 08, 2019

Você não pode parar as ondas, mas pode aprender a surfar. – Jon Kabat-Zinn

O que isso significa?

Ondas são imparáveis. Elas podem mudar de altura e intensidade, mas ainda assim elas vêm. Podemos tentar lutar contra elas, mas elas são tão irrefreáveis ​​quanto qualquer outra força da natureza.

No entanto, embora não possamos detê-las, podemos aprender a domar e até apreciá-las, não precisamos tornar as ondas menores ou menos perigosas, mas um pouco menos assustadoras e muito mais divertidas.

Esta citação, é também sobre se preocupar um pouco menos com algumas experiências sobre as quais temos pouco controle e aprender a nos divertir um pouco mais com elas. Sim, elas podem parecer perigosas e precisamos respeitar o poder que elas possam ter, mas combatê-las pode ter pouco beneficio e um custo alto. 

Evitar ou tentar diminuir experiências negativas, dolorosas ou desagradáveis parece ser uma boa estratégia de sobrevivência, pois pode reduzir a nossa exposição a eventos que podem nos machucar. É fácil entender por que agir para evitar eventos difíceis pode fazer sentido e está conectado a uma habilidade humana. 

Porém, um problema surge quando usamos a mesma estratégia que usamos para o mundo externo, ao mundo dentro da nossa pele, pois nós simplesmente não temos o mesmo nível de controle sobre as nossas emoções e nosso mundo interno, como temos do nosso mundo externo. 

Esforços para evitar pensamentos e emoções difíceis muitas vezes nos levam a evitar ou fugir das situações e contextos que as originam. Embora isso possa resolver o problema inicial – evitar pensamentos, sensações ou sentimentos indesejados -, estamos restringindo nossas vidas, e perdendo a oportunidade de entrar em contato com o que ocorre durante o processo. Da mesma forma, deixamos de vivenciar consequências favoráveis, o que pode acarretar um grande impacto em nosso senso de realização e sucesso.

Então, por que é importante aprender a surfar nas ondas das nossas emoções?

Embora isso seja uma metáfora, o surf parece divertido, talvez um pouco desafiador para aqueles com pouca experiência. Acredito que a metáfora possa ser aplicada a algumas partes de nossas vidas, e que pareça de alguma forma, uma força incontrolável da natureza. Raiva, depressão, ansiedade, pânico, emoções difíceis, situações inesperadas, circunstâncias que possam causar dor ou sofrimento.

A boa notícia é que nada dura para sempre, a menos que a sua escolha seja abraçá-la e segurá-la com força. Você pode escolher, ao invés disso, se abrir com curiosidade para o que está presente. Deixe a onda crescer, quebrar e retroceder. Você pode permanecer e até aprender a surfar, se optar por tentar, mesmo que você não consiga parar, ainda pode mudar a forma que você se relaciona com a experiência e até mesmo aproveitá-la.

Você consegue pensar em maneiras de aplicar essas ideias a outras partes da sua vida? Como sua vida seria diferente se você pudesse adquirir um pouco de habilidade nessas áreas?

A terapia Contextual Comportamental poderá ajudá-los a entrar em contato com o que importa de uma maneira profunda e com precisão. Se você aplicar o aprendizado de sessão a seus próprios problemas diários e permitir que ele transforme a maneira como responde aos desafios da vida, trazendo esse sentimento por vezes vulnerável e com abertura, há uma grande possibilidade de você atingir metas mais habilmente. Lembre-se que emoções fortes estão frequentemente conectadas a valores pessoais significativos. Portanto, uma pergunta útil é: o que essa emoção lhe diz sobre o que realmente importa para você, no fundo do seu coração?

 

Esse é um texto informativo e não tem o objetivo de esgotar o assunto ou substituir consulta com um profissional especializado. Caso você se identifique com o texto, sugiro procurar a ajuda de um profissional que tenha conhecimentos teóricos e experiência prática na área.

Texto de autoria da Psicóloga e Professora Priscila Rolim. Alguns trechos foram traduzidos e adaptados do Blog – Philosiblog

  1. Malba Delian disse:

    Texto muito verdadeiro!
    Uma ferramenta importante na nossa atuação profissional!

    1. Priscila Rolim disse:

      Olá Malba. Muito grata pelo seu feedback!

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